Domingo, 16 de Dezembro de 2018
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OPERAÇÃO CIFRA NEGRA
Eleição é mantida e vereadores podem eleger parlamentar preso à presidência da Câmara
Decisão da Mesa Diretora estará nas mãos de 16 dos 19 parlamentares da Casa de Leis.
06 DEZ2018
Por Dourados News
09:50

Apesar de preso, o candidato à presidência da Câmara de Vereadores de Dourados Pedro Pepa (DEM), continua elegível.

O parlamentar foi detido na tarde de ontem (5) durante a Operação Cifra Negra, deflagrada pelo Ministério Público e Polícia Civil, acusado de participar de um esquema de corrupção ativa e passiva envolvendo outros dois colegas da Casa, Idenor Machado (PSDB) e Cirilo Ramão (MDB), um ex-vereador, Dirceu Longhi (PT), e um ex-servidor legislativo, Amilton Salinas.

A eleição contará com os 16 vereadores que restaram na Casa e em caso de empate, por ser o mais velho, Pepa será declarado o vencedor por ser mais velho do que o adversário, Alan Guedes (DEM).

Na chapa do parlamentar preso estão Júnior Rodrigues (PR) como vice-presidente, Silas Zanata (PPS) como 1º secretário e Cirilo Ramão (MDB) como 2º secretário. 

Nesta manhã o Dourados News procurou conversar com o candidato a vice-presidência da Casa, mas a equipe de reportagem foi informada de que Rodrigues estaria em reunião política, não podendo atender a imprensa naquele momento.

Sobre a Operação Cifra Negra, que fez Pepa, Idenor e Cirilo dormirem em uma das celas do 1° Distrito Policial nesta noite, a presidente da Casa Daniela Hall afirmou que ainda não possui informações do processo, não podendo se posicionar em relação às prisões.

A afirmação ocorreu diante do questionamento sobre qual procedimento seria tomado pela Câmara diante da suspeita de corrupção ativa e passiva dentro da Casa de Leis supostamente praticada pelo trio.

Durante a manhã Daniela cedeu entrevista coletiva onde afirmou que todas as atividades da Câmara serão realizadas sem alteração, inclusive a disputa pela Mesa Diretora.

Ainda segundo a vereadora, os suplentes dos parlamentares presos não serão acionados pelo fato do regimento da Casa permitir o recurso apenas pelo prazo de ausência de 30 dias, a não ser que os próprios presos solicitem afastamento voluntário, como ocorreu com Denize Portolan (PR), presa no mês passado durante a Operação Pregão.